
A agregação entre as tecnologias de informação e o ensino proporcionará mais valia para a educação e para o desenvolvimento do país, garantiu quarta-feira, em Luanda, o vice-ministro das Telecomunicações e Tecnologias de Informação, Pedro Teta.
Meus queridos,
Queridos amigas e amigos e ilustres convidados, é uma grande honra contar com a vossa presença no meu quinquagésimo aniversário. Não poderia estar em melhor companhia! Espero, portanto, que tenham uma noite muito agradável.
Permitam-me, ainda, que dê uma palavra de apreço e o meu especial obrigado aos meus pais, à minha amada esposa e aos meus queridos filhos,os meus irmãos , o meu sogro, e restante família, , sinto orgulho de poder dizer que vocês preenchem a minha vida, vocês realizam-me!
Obrigado a todos pela vossa presença!
Os últimos anos mostraram que as TIC estão cada vez mais interligadas com os negócios, ao ponto de, muitos deles não existirem sequer sem a tecnologia que os suporta. Esta é uma mudança significativa face a um cenário em que as TIC eram uma escolha de logística para uma situação em que passam a ser uma necessidade logística, para praticamente todos os negócios.
O mercado das TIC não escapou à crise financeira, e as acções de algumas das maiores empresas do sector conheceram quedas em bolsa e este ano os valores dos despedimentos no sector das TIC atinge mais de 200 mil trabalhadores.

Abaixo poderá visualizar as comunicações efectuadas nas Jornadas Técnico-Científicas da FESA, ocorridas a 20 de Novembro do presente ano.
O professor universitário Pedro Teta apelou, ontem, em Luanda, para a necessidade de se repensar a organização económica e social do território nacional no contexto das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), “porque há a preocupação legítima de promover a igualdade de oportunidades e de gerar acessos que provoquem o desenvolvimento social económico no país”.
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Alberto António Teta Lando, filho de Alberto Teta Lando e de Maria da Conçeição dos Santos Teta, deixou-nos. Foi como se nos tivesse oferecido um último acorde longo, longo de 60 anos de melodias, de harmonias, de desarmonias, de acordes alegres em “dó maior” e de feridas dolorosas em “si menor”. Deixou-nos cedo, demasiado cedo, apenas cumpridos os 60 anos.
Alberto Teta Lando nasceu em Mbanza Congo, Província do Zaire, República de Angola, no epicentro dos acontecimentos que marcaram e produziram a contemporaneidade do actual Estado de Angola. Tinha apenas 13 anos, quando perdeu o pai, brutalmente assassinado pelo regime colonial português, por este defender a independência, a dignidade e o respeito pela diferença na unidade. Com essa idade somos demasiado pequenos para compreender e explicar a brutalidade e a intolerância dos homens; mas somos suficientemente crescidos para nunca esquecer as vicissitudes a que os homens são submetidos.
Aos 13 (treze anos) fica difícil perceber o porque decapitar um homem; pois os colonialistas portugueses, em 1961, inicio da luta de libertação nacional, decapitaram o pai de Teta Lando, que foi enterrado sem cabeça, porque esta foi usada como amostra para intimidação dos chamados indígenas, para calar as aspirações dos angolanos à independência.
Na sequência da morte do velho Teta, pai de Teta Lando, nosso Patriarca, a família Teta, composta por 32 irmãos ficou destroçada e separada. Se alguns permaneceram em Angola, outros foram para o exílio e juntaram-se aos movimentos de libertação.
Teta Lando, sua mãe e alguns de seus irmãos, fixaram residência em Luanda e Lisboa. Iniciou, então, a sua carreira musical fazendo, da música, uma arma da continuidade do legado de seu pai, a arma de combate contra o colonialismo português e da canção um instrumento de promoção da democracia, da justiça social, da unidade nacional e da promoção dos valores Angolanos e Africanos. A cultura Bakongo, por exemplo, assumiu particular importância na sua produção, destacando-se músicas tais como Kimbemba, Ntoyo, Tata Nkento entre outras. Muitas outras, diria, músicas militantes e românticas, letras para encantar e para lutar, palavras de oração e liberdade, são hoje verdadeiros hinos nacionais.
Por isso tudo, por tudo o que fizeste, construiste e nos deixaste, atrevo-me a dizer que “Fugaste da escola” da vida, meu caro amigo, meu tio, meu irmão, meu artista. Fugaste, e nada disseste. Não disseste se “Vais Voltar” para um “Funge de Domingo”, para veres as vaidades e as voltinhas da “Menina de Angola” ou para nos contar as histórias da “Tia Chica”, a tal que vendia banana, ginguba e limão.
E fugiste antes de tempo, deixando-nos mais tristes, mais sós e mais órfãos!
Com a tua partida, a partitura das nossas noites de liberdade e de fraternidade ficou sem o maestro de mão segura que nos conduziu por caminhos de harmonias pessoais e socias. E que dirá “Ntoyo ?”, agora que não estás mais entre nós e que não teremos a oportunidade de ouvir, cantada por ti, essa magnífica canção de revolta e liberdade? Que dirá essa ave amordaçada por medos sem sentido? Vai mesmo falar, apesar das vozes discordantes e das opiniões divergentes. Assim como nós, filhos da liberdade de um país que amaste e que cantaste, vezes sem conta.
Meu caro amigo, meu tio, meu irmão, meu artista.
Se eu tivesse o engenho e a arte que passeaste por estas nossas terras, dir-te-ia coisas ainda mais lindas do que aquelas que nos cantaste.
Parafraseando uma das tuas canções e, rezando baixinho, pediria ao “Senhor para escutar a minha voz”, dizendo-lhe que estamos aqui para nos despedirmos de ti. Dizendo-lhe que a suavidade de uma música merece as honras e as belezas do paraíso onde te encontras.
Pai, Tio Beto, Mano Beto
Infelizmente só depois de partires nesta viagem sem retorno é que compreendemos aquilo que enquanto presente não era possível compreender, a sua visão de futuro, os teus princípios, a sua verticalidade, o teu forte espírito tradicional enraizado na Cultura Bakongo, as tuas mágoas, enfim a tua honestidade.
Visionário!
Só agora percebemos as mensagens:
Camarada a palavra de ordem é união
Irmão ama o teu irmão
Irmão ajuda o teu irmão.
Só agora compreendemos o que predisseste sobre a união genuína dos angolanos com o funje de Domingo.
Nosso visionário e poeta!
Estamos todos aqui a cumprir com o seu Kimbemba.
Pai, mano Beto, tio Beto, avô, primo Beto!
A tua querida Cecília, os teus filhos Nani, Mami , Vava, irmãos e irmãs,
Os teus tios e tias,
Os teus sobrinhos e sobrinhas,
Os teus primos e primas,
Os teus Netos e Netas
Os teus irmãos e sobrinhos da Diáspora ausentes neste ultimo Adeus,
Os teus cunhados e cunhadas,
Os teus compadres e comadres,
Os teus colegas da Música,
Os teus queridos companheiros da UNAC,
Muito dos teus amigos e amigas, conhecidos, conhecidas e todos teus admiradores
Estamos todos, dizendo-te, num curto adeus de músicas tuas, que ouviremos as tuas canções para que a tristeza se converta num fio de esperanças novas, de dias cheios de felicidade e de fraternidade.
Estamos aqui para reafirmarmos o nosso compromisso com o teu legado, a continuidade do Espirito de União, honestidade, bem como garantir-lhe que tudo faremos para continuarmos a Honrar o nome do nosso patriarca, também conhecido como o Velho Teta do Uige, pelo qual sempre te bateste e cantaste o meu “ Eu vou Voltar”.
Descansa em paz, na paz dos justos, dirá a Igreja, e na paz dos artistas, criadores de beleza e de emoções, diremos nós. Até sempre. Toma Kwenda!

A OCDE alerta para evolução do cibercrime e falta de respostas centralizadas e apresenta um estudo em que, nos últimos anos, o malware evoluiu da ameaça pontual para uma indústria criminosa avaliada em muitos milhões de dólares.

Em 2005, a pedido do Governo, a AIE realizou um exame ao sector energético e às políticas energéticas em Angola. O processo incluiu a realização de uma visita de duas semanas a Angola de uma equipa de examinadores da AIE a fi m de se encontrarem com representantes de entidades públicas e outros agentes ligados ao sector energético, e ainda com o propósito de recolher documentação. A equipa realizou reuniões na capital, Luanda, e nos seus arredores, bem como em Lubango, uma cidade importante na província de Huila, a sul do país.
Este relatório é o resultado do trabalho da equipa de examinadores: um exame independente das principais questões de política energética com que se depara o país. Baseado na metodologia utilizada para os exames em profundidade dos países membros da AIE, o relatório foca as áreas que requerem uma intervenção prioritária.
O contexto económico é baseado na nota sobre o Estado de Angola publicada pelo Centro de Desenvolvimento da OCDE e o Banco de Desenvolvimento Africano em “Perspectivas Económicas em África de 2004/2005” (African Economic Outlook 2004/2005) – ir ao endereço: www.oecd.org/dev/publications/africanoutlook.
A perspectiva resultante deste exame serve-se dos 30 anos de experiência de cooperação para a política energética dos 26 países membros da AIE. O seu objectivo é ajudar o Governo de Angola a desenvolver políticas energéticas de mercado para servir de base a um desenvolvimento económico sustentável, e identifi car as áreas a que se devem destinar o auxílio técnico e os investimentos energéticos no futuro.
Os exames já publicados de outros países não-membros incluem os exames a países da Europa central e oriental, (muitos dos quais são actualmente países membros da AIE), a Rússia, a região do mar Cáspio e a África do Sul.
Comunicação da 11ª Sessão da CCTDNU – Comissão da Ciência e da Tecnologia ao Serviço do Desenvolvimento das Nações Unidas
Nas nações modernas, a inovação tecnológica constitui um dos pilares da segurança e da vitalidade económica na medida em que é universalmente reconhecida como uma das chaves para o crescimento económico e a criação de postos de trabalho, e, por conseguinte, uma condição sine qua non de qualquer progresso na área da saúde, a esperança de vida e a qualidade da vida. É um ingrediente indispensável do bem-estar individual na medida em que intervém amplamente no nosso comportamento e a qualidade da nossa vida e constitui a base da maior parte das empresas modernas.
Conscientes destes desafios, as autoridades Angolanas tomaram, desde os primeiros anos da independência nacional, medidas destinadas a reforçar progressivamente as capacidades nacionais relativamente à ciência e tecnologia.
Estas medidas colocam uma tónica particular no desenvolvimento dos recursos humanos e na implementação de infra-estruturas científicas e tecnológicas.
Antes de mais, lembrem-se que Angola é um vasto território da África Austral de 1.246.700 km2. Administrativamente, encontra-se subdividido em 18 províncias. Os efeitos da guerra sobre as infra-estrutura - a destruição das pontes e das vias de comunicação - tornaram estas entidades ainda mais distantes umas das outras do que eram anteriormente.
País grandemente diversificado tanto pela distribuição espacial dos recursos naturais como pela configuração geográfica e etno-cultural dos seus povos, os quais se tornaram, às vezes, e em simultâneo, adversários e inimigos, Angola, através do seu Governo e da sua agenda política, está decididamente empenhada na redução das assimetrias sociais, na realização da unidade, da harmonia e da reconciliação nacional. Para o efeito, o Governo investiu no domínio da Ciência e Tecnologia.
Apresentamos em seguida a abordagem adoptada por Angola para fortalecer o papel da ciência e a tecnologia na sua estratégia de desenvolvimento.