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(…)Para encerrar este ciclo de matérias referente ao mundo de telefonia e tecnologia da informação em Angola, partilho com vocês a iniciativa do governo Angolano referente ao processo de edificação da sociedade de informação, sob a tutela de Pedro Teta, vice-ministro da Ciência e Tecnologia no País.
Por Ana Claudia Bacellar
Concluída a pacificação do território, Angola iniciou o processo de edificação da Sociedade de Informação que possa contribuir para o desenvolvimento económico do País e para a criação de riqueza, assim como, em simultâneo, contribuir para a correcção das assimetrias existentes. Desenvolvimento de infra-estruturas de comunicações, formação de quadros qualificados e governação electrónica são alguns dos pilares fundamentais em que assenta esta revolução tranquila. Pedro Teta, vice-ministro da Ciência e Tecnologia, acredita que o lançamentodo plano de acção para as tecnologias de informação e comunicações, tornará Angola num país radicalmente diferente. Para tal, o governo angolano tem vindo a adoptar as melhores práticas existentes a nível mundial com o objectivo de saltar etapas nesta transformaçãoda sociedade angolana.
Para Pedro Sebastião Teta, vice-ministro de Ciência e Tecnologia e presidente da Comissão Nacional das Tecnologias da Informação de Angola, uma mega-operadora de telecomunicações, baseada na oferta de serviços e aplicações na língua portuguesa, faz todo sentido comercial e operacional. Segundo ele, haveria um grande mercado a ser conquistado, principalmente, na África, onde há um potencial de oportunidades.
Caros leitores, como prometido no meu último artigo, falarei um pouco sobre o mercado de TI e Telecom na África, especificamente como andam as coisas por Angola, onde agora resido, e mais atual impossível, aconteceu nesta última semana, entre os dias 28 a 30 de novembro, o “Angola IT Fórum 2007″ e tivemos vários brasileiros trazendo sua expertise e propostas de auxílio ao desenvolvimento deste mercado por aqui. Um exemplo é dado por Benito Paret, da RioSoft, que brindou o AliceRamos.com com uma entrevista exclusiva, cujos detalhes vocês verão mais abaixo.
O executivo angolano pretende criar um portal de formação do funcionário público com a finalidade de aumentar o seu grau de capacitação técnica, que se traduz num aumento das capacidades profissionais e no incremento da sua produtividade.
Para apoiar o desenvolvimento da informatização em Angola, a Mandriva Conectiva, desenvolvedora Linux, firmou uma parceria com a Comissão Nacional para as Tecnologias de Informação (CNTI) do país. A Mandriva está oferecendo soluções de tecnologia, treinamento e serviços de consultoria. Inicialmente, o projeto terá duração de três anos. A empresa já treinou a primeira equipe do núcleo de especialistas em soluções abertas da fonte de Angola. Além de distribuir o software, a Mandriva Conectiva faz a manutenção do que for implantado.
Angola decidiu resolutamente virar-se para os Softwares Livres, lançando-se num ambicioso programa de formação. O objectivo é promover o Linux no seio da Administração Pública e no seio da Sociedade Civil (através de Centros Comunitários), assim como desenvolver localmente os conhecimentos necessários para declinar (orientar) a distribuição Mandriva em função do alvo que citamos: creches, ensino primário, ensino médio, liceus, universidades, administrações, centros comunitários…
No segundo dia da Rio Info 2007 foram entregues os Prêmios Solução em uma cerimônia com cerca de 250 pessoas. Essa premiação aconteceu em cinco áreas de aplicação, buscando identificar empresas com soluções que se destacassem na sua inovação. Além disso, nessa terceira edição teses de mestrado e doutorado concorreram em uma categoria especial.

Ainda na Rio Info 2007, no segundo dia de evento, foi realizado o Encontro Rio África de Negócios em Tecnologia 2007. Com diversas comitivas representando o continente, foram expostos painéis sobre a colaboração técnica entre Brasil e África, mecanismos de incentivo nos países africanos, potencialidades do mercado Angolano, entre outros temas.