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Introdução
Nos últimos 50 anos, o mundo registrou progressos económicos, científicos e técnicos sem precedentes na História da humanidade, porém os respectivos avanços, beneficiaram apenas 1/5 da população do globo.
Nos últimos 20 anos e apesar de se constatar um crescimento económico mundial em geral e a nível de cada continente em particular, a situação de desigualdade acentuou-se aumentando o fosso entre os países ricos e pobres, e África em particular, registrando um crescimento que se pode considerar regressivo. No fim do século XX podemos constatar um saldo triste no aprofundamento do fosso que separa os países desenvolvidos e os países em vias de desenvolvimento. Este facto pode ser evidente atendendo que 1/5 da população mundial é que vive nos países com maior rendimento e concentram 86% do PIB mundial, 82% dos mercados mundiais de exportação, 68% do investimento estrangeiro directo e 74% das infrastruturas de telecomunicações mundiais, enquanto que 4/5 da população mundial vive em países mais pobres, e só detém como “por exemplo” a África 1% de cada um dos sectores acima mencionados e mesmo neste caso 80% do respectivo valor esta concentrada na África do Sul.
Considerações Gerais
Existe a ideia generalizada de que a ciência e tecnologia podem contribuir decididamente para a evolução rápida do crescimento económico. Contudo este principio só é verdadeiro quando o pais estiver devidamente preparado para aproveitar correctamente as possibilidades que a ciência e técnica oferecem. As principais dificuldades para esse aproveitamento são: deficiência ou carência de quadros, deficiências de estruturas económicas e insuficiência de formação da população. Em face destas dificuldades tende-se a criar um sistemático incremento de necessidades, vencido pelo aumento de importação de bens e serviços, que poderiam ser localmente produzidos, pagamento caro da transferencia de tecnologia sempre em processo de obsolescência e, finalmente, uma preparação apressada dos quadros que , na maior parte dos casos, não se tornam satisfatórios mas se consideram excepcionais e únicos, ou são efectivamente bons e sofrem a atracção dos centros e países mais evoluídos.
Introdução
O desenvolvimento harmonioso e sustentável das sociedades, como é o caso concreto do nosso país assentam, essencialmente, na definição e aplicação metodológica do conhecimento científico, bem como na implementação de projectos e programas inseridos num plano Nacional de Investigação Científica, nos sectores de actividade técnica, económica e social, investindo sem reservas nos domínios promissores tais como as Tecnologias de Informação, biotecnologia, Tecnologias espaciais e Tecnologias nucleares para fins pacíficos.