Minhas Senhoras e meus Senhores,
É com especial agrado que venho, hoje, aqui, falar do papel que as Novas Tecnologias de Informação (TIC) têm na Educação e na Cidadania de um povo. A conjuntura mundial tem mostrado que só os países que são capazes de adoptar e integrar as novas tecnologias, nos seus sistemas educativos, é que estão aptos a dar uma resposta flexível e eficaz aos desafios do futuro.
A integração das TIC no ensino superior é essencial para o desenvolvimento de um país através da formação de cidadãos mais e melhor preparados para um mundo em constante mudança. O ensino universitário precisa, por isso, de assumir o seu papel fulcral na sociedade, no sentido de preparar os novos cidadãos activos para a vida em sociedade que se movimenta em ambientes tecnológicos cada vez mais sofisticados.
Integrar as Tecnologias de Informação nos sistemas educativos apta Angola de uma maior competitividade dos recursos humanos.

Para novos tempos, são precisas novas práticas…
Orientadas para esses fins, as TIC no ensino superior correspondem a uma descoberta de uma nova e melhorada forma de pedagogia.
O que se observa hoje é que, em qualquer área, tem havido mudanças que exigem uma nova linhagem de cidadãos!
Angola precisa de um CIDADÃO : 
– Mais crítico;
– Mais assertivo;
– Que saiba tomar decisões;
– Que tenha uma grande flexibilidade de pensamento;
– E poder criativo,
No fundo, um cidadão que seja capaz de interpretar adequadamente os desafios. É fundamental que se repense a formação dos novos cidadãos activos, que saem das fornadas universitárias. Estes têm de ter, hoje, uma grande flexibilidade de pensamento e poder criativo, capazes de interpretar adequadamente os desafios constantes que se apresentam ao longo da sua vida activa.
É aqui que o ensino superior representa a essência na formação do nossos cidadãos. É aqui que as TIC podem e devem dar o impulso tão necessário para o desenvolvimento base de um país. Que começa nos seus cidadão activos, adequadamente preparados.
Na sociedade de informação a aprendizagem global e globalizante, feita no Ensino Superior através das TIC, é essencial para que os alunos se tornem cidadãos decisivos com iniciativa e se desenvolva um espírito empreendedor e auto-suficiente que permita executar escolhas informadas e conscientes do bem social.
Dever-se-à, com efeito, considerar que existe uma forte correlação entre as novas tecnologias e o novo sistema de educativo e o exercício da cidadania. As práticas pedagógicas que utilizam as novas tecnologias de informação de uma forma planeada e sistemática vão permitir:
1. Preparar a população jovem para uma cidadania e uma vida profissional activa;
2. Equidade, igualdade e justiça. Os três fundamentos base essenciais para o desenvolvimento de cidadãos enquanto pessoas e profissionais;
3. As novas tecnologias podem e devem funcionar como um motor da transformação dos métodos e técnicas de ensino nas escolas;
4. As TIC oferecem métodos flexíveis de ensino que proporcionam o desenvolvimento de novas formas de aprendizagem;
5. O desenvolvimento de uma competência de trabalho com autonomia e eficiência;
6. Um acesso à informação com rapidez e facilidade;
7. O desenvolvimento das competências de análise e reflexão.
O acesso às novas tecnologias não pode, tendo em conta o que foi afirmado anteriormente, estar acessível apenas às famílias que tenham condições monetárias favoráveis. Negar o acesso generalizado às oportunidades, oferecidas pelas TIC, comporta consequências graves, como o risco de exclusão social e cidadãos menos qualificados.

Esta crua realidade continua a fazer emergir a necessidade de acelerar as acessibilidades da utilização das TIC na educação, e em especial no Ensino Superior, através de medidas mais eficazes e inclusivas. 
Tais medidas têm que concretizar aquilo que é uma urgência absoluta – a necessidade obrigatória da inclusão generalizada das TIC, no mundo escolar e em todos os espaços educativos.
Esta conjuntura mostra-se como uma prioridade se não pretendermos continuar a formar cidadãos para um mundo que já não existe, que pertence a um tempo que já não é o tempo actual.
A utilização das TIC apela, assim, ao desenvolvimento de novas competências organizativas, cognitivas, éticas e relacionais do cidadão angolano. Podemos concluir que as experiências desenvolvidas, apesar de positivas e de muito contribuírem para a formação digital são ainda insuficientes.
Há que continuar o bom caminho que se percorreu até aqui, mas conseguir dar um passo em frente tão necessário para o desenvolvimento de um povo e de um país, como Angola. 
Em jeito de conclusão, não posso deixar de referir que defendo pessoalmente tudo o que aqui apresentei, porque acredito que o acesso equitativo às novas tecnologias trará benefícios esmagadores para o país e para os actuais e futuros cidadãos angolanos. E do mesmo modo, posso e devo referir que este é um compromisso sério do Governo da República de Angola, ao qual tenho a honra de pertencer.
A todos os presentes o meu muito obrigado. Bem-hajam!
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