
Os investimentos que estão a ser realizados actualmente pelo Governo de Angola, nos domínios das tecnologias de informação e comunicação, vão alterar a situação herdada da era colonial, em que havia cobertura de comunicação apenas na costa do país, disse o vice-ministro da Ciência e Tecnologia, Pedro Sebastião Teta.
Em declarações à imprensa em Addis Abeba, Etiópia, onde participa nos trabalhos Conselho Executivo da União Africana (UA), Pedro Teta acrescentou que há fortes investimentos na área de infra-estruturas de telecomunicações por ser um país vasto e “ter herdado apenas uma cobertura de comunicações ao longo da costa, não existia nada no interior de Angola”.
Sublinhou que o governo criou um ministério específico, com vista a coordenar as políticas do país no domínio Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), e para se ter uma convergência das TIC.
Frisou que está a fazer-se também um grande esforço para cobrir o país em termos da fibra óptica e soluções a nível de satélites com base nas experiências que se tem feito no continente, onde existem algumas iniciativas como a do governo da Índia que visa interligar todos os países africanos.
Pedro Teta indicou que foi inaugurado quinta-feira em Addis Abeba um sistema de telemedicina, subscrito por 47 países africanos, tendo 27 deles ligados efectivamente ligados a esse meio, conectado a um hospital da Índia usando as facilidades dos satélites indianos e da União Africana (UA).
Sublinhou que Angola vai também, a breve trecho, juntar-se aos subscritores do sistema da telemedicina.
Ao se referir à 14ª cimeira dos chefes de Estado e governos da UA, que se realiza sob o lema “Tecnologias de Informação e Comunicação em África: Desafios e perspectivas de Desenvolvimento”, frisou que o tema está relacionado com o despertar do continente africano em relação aos demais que apostaram no conhecimento na área da ciência, em particular, a das TIC.
De acordo com Pedro Teta, não obstante, as carências que os países têm no domínio das infra-estruturas e da luz eléctrica, o continente entendeu que as tecnologias de informação e comunicação são um instrumento, não é um fim em si, para o desenvolvimento dos países africanos e no combate à pobreza, ao analfabetismo, visando melhorar a qualidade do ensino.
Salientou que é tempo para se coordenar as iniciativas que são muitas, dispersas não harmonizadas e o debate a esse nível vai permitir a troca de experiências, “para que os mais avançados puxem os menos desenvolvidos nesse domínio das tecnologias de informação e comunicação”.
Informou que está na mesa dos estadistas africanos nesta cimeira a discussão das perspectivas do continente no domínio das TIC, a África numa economia da Internet, bem como para a criação de capacidades em termos da formação de quadros e da investigação nessa área.
Fonte: Angola Press, 30 de Janeiro de 2010
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