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21/03 2015

Discurso na CNTI ( 2005 )

Excelências,
Distintos membros e amigos da Comissão Nacional das Tecnologias de Informação,
Senhores membros da Delegação de Angola a Cimeira Mundial da Sociedade de Informação,
Senhores jornalistas,
Minhas senhoras e meus senhores,

Mais um ano está preste a findar e cinco anos passaram desde que nos foi confiado o mandato de dirigirmos a Comissão Nacional de Tecnologias de Informação.

Não foi fácil a caminhada, houve incompreensões no inicio, fomos também aprendendo com os nossos erros e os erros dos outros. Alguns colegas abandonaram-nos durante a caminhada por não acreditarem na sustentabilidade da Comissão, fomos recebendo novos colegas, outros permaneceram, mas todos vocês, cada um, contribuiu para este edifício que é construir a Sociedade de Informação em Angola.

E a todos vocês aproveito esta oportunidade para felicitar e agradecer pelo empenho durante estes cinco anos e, em particular, o empenho de todos durante o ano de 2005 em que comissão atingiu a sua maturidade, tendo cumprindo com seu papel.

Estamos certos que a Comissão vai se transformar em 2006 num órgão forte, muito mais dinâmico e actuante!

Excelências,
Caros colegas e amigos,

A Sociedade da Informação que pretendemos construir em Angola é aquela em que a componente da Informação e, consequentemente, do Conhecimento, desempenha um papel central em todos os tipos da actividade humana, na organização da produção, na forma de trabalhar, no consumo, na distribuição de bens e serviços, na prestação de serviços públicos, sociais e da saúde, na justiça e na forma de governar e de interagir com os cidadãos.

A aplicação inteligente das TIC, dando lugar à Sociedade da Informação, poderá permitir ao nosso querido Pais dar saltos no seu processo de desenvolvimento. As TIC não são uma opção, mas sim uma obrigação estratégica. As TIC não são uma alternativa a outros desenvolvimentos e investimentos, não devendo ser vistas na sua perspectiva puramente tecnológica, mas sim como uma alavanca para os objectivos de desenvolvimento de Angola, para a reconstrução do Estado angolano, a estabilidade e coesão interna, a justiça social e o bem-estar dos angolanos.

Durante o ano de 2005, a CNTI procurou dar corpo a alguns conceitos susceptíveis de evidenciarem a utilidade e indispensabilidade das tecnologias da informação no dia a dia das pessoas e das instituições. Partindo do princípio de que a “melhor maneira de aprender é fazer” é necessário pôr-se à disposição de algumas comunidades mais interventivas (por exemplo a comunidade educativa) recursos conceptuais e tecnológicos que sirvam como “situações modelo”.

Pensamos nós que no ano de 2006, a Agência de Tecnologias de Informação do Governo, a ser criada, deverá procurar sempre criar um consenso social e político alargado, proceder a uma avaliação técnico-jurídica e criar “nichos” de qualidade no uso das novas tecnologias que sirvam de modelo de análise e para reprodução.

Minhas Senhoras e meus Senhores,

A sociedade de Informação e consequentemente do conhecimento, que pretendemos construir em Angola, terá como actores fundamentais os cidadãos que deverão ter à sua disposição, tecnologias de vanguarda a preços simbólicos. Mas, acima de tudo, inclusive do preço do computador que na nossa opinião é irrelevante, o nosso cidadão deverá ser capaz de transformar os seus conhecimentos em competências e será neste capítulo que deveremos investir de forma maciça em 2006 – na criação de competências. E muito particularmente nas competências de utilizar melhor o computador e as tecnologias de informação e comunicação no geral.

Estes são os grandes desafios e estes desafios só têm sentido quando materializados em instituições responsáveis que definem as grandes linhas estratégicas e as concretizam em projectos viáveis. E dentro dessas grandes linhas, podemos destacar o Plano de Acção da Governação Electrónica, o Plano de Acção da Sociedade de Informação, o Plano Director das Tecnologias de Informação e o Portal do Governo, projectos estes realizados em 2005 e devidamente aceites pela comunidade internacional.

Minhas Senhoras e meus Senhores,

Durante o ano de 2005 a comissão realizou as seguintes tarefas:

No plano internacional, com total apoio do Presidente da República e a solidariedade do Governo no seu todo, poderemos destacar os seguintes factos:

  • Fomos eleitos para presidir à Comissão de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento das Nações Unidas;
  • Fomos eleitos para presidir o Grupo de trabalho dos Centros de Excelência no domino da Ciência e Tecnologia das Nações Unidas;
  • Presidimos e participámos em várias conferencias a nível mundial;
  • Estreitamos as nossas relações com países da nossa região;
  • Participamos de forma activa na Cimeira Mundial da Sociedade de Informação, em Tunis, com uma das maiores, mais multidisciplinares e multi-sectoriais delegações de Angola no exterior desde a Independência, com mais de oitenta membros e para os quais gostaria de solicitar um especial aplauso como forma singela de agradecimento e reconhecimento pela forma como representaram Angola nesta Cimeira.

Não obstante o balanço ser positivo, melhor que o ano de 2004, temos a plena consciência que não fizemos tudo aquilo que estava ao nosso alcance. Muita coisa e melhor poderia ser feito. Reconhecemos as nossas fraquezas e erros, porque só não era quem não é humano. Mas uma coisa é certa, quero garantir-vos que não poupámos esforços e muitas vezes sacrificámos os nossos entes queridos e amigos.

Temos fé que, com o mesmo espírito e a colaboração de todos, o Instituto a ser criado na veste de Agência de Tecnologias de Informação, será mais actuante, mais dinâmico e conseguirá criar um consenso social e politico mais alargado, criando nichos de qualidade no domínio das competências do uso das tecnologias de informação e comunicação.

Finalmente, por nos encontrarmos em período de festas, que desejamos seja celebrado num clima de paz e felicidade na companhia de familiares e amigos, e em véspera de mais um ano novo que se pretende que seja melhor que 2005 e em que mais uma vez não pouparemos esforços e colocaremos todo nosso empenho e inteligência na construção da Sociedade de Informação em Angola, permitam-me que, em nome da Comissão Nacional das Tecnologias de Informação, expresse o nosso muito obrigado a todos aqui presentes, desejando a todos membros, amigos e colaboradores desta comissão, os votos de um próspero ano novo.

Muito Obrigado.

Prof. Doutor Pedro Sebastião Teta

 

 

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